A Libertadores de 2018 está estranha. Desde o começo do ano o maior campeonato das Américas tem sido palco para acontecimentos suspeitos e uma série de injustiças seletivas com diversos times da disputa. E a coisa mais MEDONHA de todas aconteceu hoje, no dia 29 de novembro de 2018: Uma final de Libertadores na ESPANHA.

Uma final de um campeonato que carrega “Libertadores” no nome sendo disputada no estádio mais rico da terra de um dos nossos colonizadores mais cruéis. O tamanho dessa ironia é COLOSSAL.

Mas a história sinistra começa muito mais cedo.

Primeiro vimos alguns times sendo prejudicados ao mesmo tempo em que outros foram descaradamente favorecidos. Favorecimento num nível tão macabro que vimos dois clubes com problemas semelhantes e apenas um tendo que pagar por isso, enquanto o outro foi absolvido porque NINGUÉM RECLAMOU. SIM, UM CERTO CLUBE ARGENTINO AÍ FOI ABSOLVIDO COM A JUSTIFICATIVA “NINGUÉM RECLAMOU”. Além disso, também presenciamos algumas expulsões convenientemente aleatórias e treinadores debochados invadindo vestiários mesmo sendo proibidos.  E nada foi feito. E enquanto nada era feito, Boca e River foram se classificando e se encontraram na final.

Parece até que essa final entre Boca Juniors x River Plate já estava escrita. Logo na última edição de Libertadores com final em dois jogos, com os maiores clubes do continente… o destino é um santo generoso. Assim se desenhou a “Maior Final de Libertadores de Todos os Tempos.”. Baita chamada de capa.

As duas maiores torcidas se encontraram e, como já era esperado, teve briga. Briga feia. A torcida do River Plate fez uma merda GRANDE e o segundo jogo foi adiado. Aliás, o ataque da torcida ao ônibus do Boca foi de uma falta de organização da polícia e a da CONMEBOL tão ridícula que chega a ser suspeito.

E agora, a cereja do bolo: O jogo que vai definir o grande campeão das Américas será disputado… na Europa. Longe da torcida. A eterna vontade da CONMEBOL de tirar nossa personalidade e transformar nosso futebol numa cópia do europeu ganhou ainda mais força.

A maior final de todos os tempos acabou se transformando no episódio mais catastrófico dos últimos anos no mundo do futebol. Mas o jogo ainda vai rolar. Os mesmos velhos dirigentes velhos ainda vão celebrar o “sucesso” da escolha de Madri como palco. E quem se ferra nisso tudo somos nós. Que estamos vendo a última coisa que podíamos chamar de nossa virando entretenimento para os europeus. Os mesmos europeus dos quais nos libertamos um dia e esse feito gerou diversas homenagens, entre elas, o emblemático nome da nossa Libertadores.

Seguimos presos, amigos.