Maus é uma das grandes obras das histórias em quadrinhos e Art Spiegelman, seu criador, foi vencedor do Prêmio Pulitzer por seu trabalho. Spiegelman estava trabalhando na introdução do livro Marvel: Golden Age 1939-1949 e a Marvel solicitou a retirada de uma crítica a Donald Trump que estava no texto. Com isso, Spiegelman resolveu não entregar o trabalho para a produtora e publicou seu texto no The Guardian.

No texto, Spiegelman escreve sobre como os jovens cartunistas judeus abordavam questões políticas no passado. Um dos trechos do texto diz que “no mundo real de hoje o vilão mais maligno do Capitão América, o Caveira Vermelha, está ao vivo na tela e um Caveira Laranja assombra a América.” O texto faz uma clara referência ao presidente dos Estados Unidos e o compara ao icônico vilão do Capitão América.

Art Spiegelman acusou a Marvel de censura e também publicou que ficou surpreso ao ver que o presidente da editora é um antigo amigo de Donald Trump, que inclusive fez generosas doações para a campanha presidencial de 2020.

A Marvel alegou que prefere se manter “apolítica”, por isso solicitou a retirada da menção. Mas poxa, uma editora marcada pelas representações de lutas contra preconceito, chamando o criador de uma das maiores obras sobre o Holocausto… TUDO é política nisso. Se é para chamar só para ter o nome de Art Spiegelman na obra, falando só o que convêm, então que não chamem.