Primeiramente começo aqui dizendo que o texto é completamente baseado em conclusões minhas, pelo que assisti do clássico CDZ (Não vi a saga de Hades… sim eu fico bem triste com isso). Entretanto, sobre a parte inicial e a saga das doze casas, conheço bastante, logo assim que vi que relançaram na Netflix corri para assistir. Bom, vamos lá. Aviso que tem spoiler e o texto é voltado para quem assistiu o antigo e o novo.

Como toda adaptação americana de desenhos japoneses, eles pegaram toda a história e os personagens e infantilizaram tudo. Quem vê o clássico percebe muito, tanto nos diálogos, quanto na proposta. Sobre a diferença dos mangás? Não sei, não li. Mas voltando ao anime antigo e o remake, a sensação que tive é de ter visto um resumão de tudo, com alguns elementos que neste primeiro momento não fizeram muito sentido (tipo o vilão Vander Guraad).

 

Obviamente temos que ver como irá transcorrer e entender que um remake é um remake. Estão adaptando para outro público. Mas me incomodou. O que me incomodou? Colocar este tipo de elemento numa trama que tende a se afastar de seres humanos normais e se aproximar de guerras entre deuses e aí vem um cara que quer aproximar os humanos destes deuses… Gente… é muita coisa que deixa uma margem muuuuito grande pra ter coisa perdida no meio da série.

 A famigerada sensação de “resumão”

 Uma das coisas mais legais do antigo anime eram os cavaleiros negros, com cada um dos cavaleiros de bronze tendo seu rival equivalente com a armadura negra. E cara… isso era bom demais! No novo anime trouxeram o Cássios (que apesar do início do remake ser equivalente ao original, quando vi, parece que faltou uma parte da história, problema de sentir ser um “resumão”), como o único “cavaleiro” com uma história antiga com os protagonistas. De resto, fizeram um monte de “Cássios” que não tiraram a máscara… senti que faltou algo, faltou mais cuidado com tudo. Pois pense bem, no anime, era um Cisne, contra um Cisne Negro, um Andrômeda (sim, já falarei delx) contra um Andrômeda Negro, um Dragão contra um Dragão Negro e um Pégasos contra um Pégasos Negro. E no remake? Quatro cavaleiros negros aleatórios IGUAIS, sendo que um tirou a máscara e se revelou ser o Cássios (QUE TINHA ORELHA! É sério, isso me incomodou demais, ele ter orelha e só ele ter relação antiga com algum dos principais). Perdeu-se a magia.

Bom, mas antes de avançar ao final da história, voltamos um pouco, nas batalhas galácticas. Puta que o pariu! Aquilo era muito bom, um monte de cavaleiros de bronze aleatórios, lutas, porradaria, gritaria da torcida, Seya VS Shiryu… NOOOSSSSA! Era foda demais! Conseguiram transformar isso numa merreca com lutas sem graças. Novamente sente-se o “resumão”, sei lá, parece uma preguiça de explicar as coisas, ou como é baseado nos antigos, parece algo como: “ah véi, todo mundo já viu isso, passa batido que quem viu sabe o que é”. SIM! Eu sei o que é! MAS SE TU FIZESTE UM REMAKE MUDANDO ELEMENTOS, EXPLICA DE NOVO!

Seya VS Shiryu é uma das lutas mais épicas, explica muito sobre a origem da armadura do dragão, mostra muito da personalidade do cavaleiro (aliás, toda a guerra galáctica mostrava a personalidade deles e fizeram isso em três episódios) e ficou tudo meio maluco. Outro detalhe que achei importante, os golpes são magias realmente, um meteoro de pégasos são vários mini-hadoukens e, cara, quem assistiu sabe que eram milhares de socos na velocidade do som que o desgraçado do Seya conseguia dar. Logo achei isso extremamente chato.

Outra coisa, o encurtamento das guerras galácticas que acabou não se aprofundando nos personagens não mostrou muito sobre os golpes e como os cavaleiros tem a capacidade de “aprender” a se desviar. Muito menos a explicação deles. No anime antigo Ikki, enfrenta Nachi de Lobo e aplica o golpe fantasma e logo explica como funciona. No remake Ikki tenta utilizar em Shun o poder e, do nada, Hyoga simplesmente levanta uma parede de gelo que faz o golpe voltar contra o cavaleiro de Fênix. Como diachos ele sabia que isso iria funcionar? Não sabemos, mas Hyoga sabia e não contou pra ninguém, aliás o cavaleiro de Cisne sempre parece saber muito de todo mundo.

 

 

E a Shun?

Sobre a/o Shun realmente não me incomodou, mas pela fama de ser um cavaleiro mais “afeminado” (por favor, não vejam isso como algo depreciativo, PELO AMOR DE JAH), acho que erraram em transformá-lo em mulher. Para mim, poderiam ter mantido como ele era, com a mesma personalidade e transformar Ikki em mulher. Por que? Porque IMAGINA SÓ? Imaginou? Seria muito badass… pqp. Não estou pensando em lance de representatividade nem nada disso, só acho que seria uma irmã mais velha extremamente foda que salvaria todos os bronzes em muitas lutas, eu acho que seria foda.

Mas estou falando isso ignorando o fato de que as amazonas defensoras de Atenas teriam que cobrir o rosto. No antigo anime, essas personagens não mostram o rosto, pois, ou precisariam matar quem viu, ou precisariam ama-los, mas mudar isso não me causa incomodo também. Somente Marin seguiu com o rosto coberto, até porque ela é irmã do Seya e se ele visse isso nos primeiros episódios, já não teria mais graça.

Bom não quero me estender muito mais do que me estendi. Minha nota como um nostálgico e que está comparando os dois desenhos, é 7, pois vejo o anime antigo muito mais completo, mais aprofundado nos personagens e neste parece que foram dadas “pinceladas” em cima do início da saga. Me incomodou um pouco, mas ainda acho muito divertido. Espero que a segunda temporada seja muito boa e que consigam aprofundar e envolver mais quem assiste com os personagens principais.

 

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