Doutor Estranho no Multiverso da Loucura finalmente está entre nós e tivemos a oportunidade de assistir na pré-estreia na última quarta. Aliás, esse costume de pré-estreia surgiu na gente por conta da própria Marvel, pra fugir dos spoiler. Doutor Estranho 2 precisava disso? Nem tanto.

O novo filme da Marvel abre ainda mais o multiverso, mas menos do que todo mundo esperava. Vindo depois de algo tão cheio de emoções quanto Homem-Aranha: Sem Volta pra Casa, era esperado que ele trouxesse algumas respostas, ou apresentasse ainda mais heróis que estão para aparecer. Não rolou, mas isso não diminui o filme.

O longa dirigido por Sam Raimi (Homem-Aranha 1, 2 e 3) se sustenta sozinho. Sua única base fora do filme pode ser a série WandaVision, porque no mais ele não se apega tanto ao MCU. O filme traz um plot bem simples, onde uma grande batalha se espalha pelos diferentes universos e nos faz entender um pouco mais sobre o Multiverso em si.

O grande destaque do filme é a Wanda.

Ou melhor, a Feiticeira Escarlate. Elizabeth Olsen nos apresenta uma vilã MUITO macabra logo no começo do filme. Inclusive, esse elemento macabro dela é uma ponte para uma relação bem interessante com o terror durante o filme, rolando até jump scare. Mas tudo dentro do padrão Marvel de leveza, claro. Finalmente a personagem ganhou o destaque que sempre mereceu.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é um dos filmes da Marvel que mais mostra o rastro de mortes causados pelos superpoderes dos heróis e vilões do MCU. Somados as bruxas, zumbis e demônios, o filme ganha um tom sinistro bem legal.

Em alguns momentos, a Feiticeira Escarlate protagoniza umas cenas de perseguição bem bizarras, no melhor sentido da palavra. A trilha do filme também ajuda esses momentos de terror do filme. Aliás, Doutor Estranho 2 brinca com a música de uma forma muito original durante uma batalha, nos entregando uma das lutas mais legais do MCU.

No que o filme erra?

Sinceramente, em pouca coisa. Claro, é um filme da Marvel, com a fórmula batida e suas piadas de sempre. É aquela coisa, um filme nota 7, que passa na média mas não é nada demais. Mas é bem divertido. O que mais pesa no filme é o legado dos outros. A Marvel tem dado tantos fanservices, que quando eles não aparecem a gente sente falta. E olha que tem bastante fanservise nesse filme!

Sam Raimi nos apresentou heróis que há muito tempo todo mundo quer ver. Mas não do jeito que queremos ver. Aliás, é um momento bem cruel e sanguinário do filme (irado!).

Resumindo, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é bem legal. Menos emoções que o último filme do Homem-Aranha, mas uma vilã melhor e mais efeitos bonitos.

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