O filme do Sonic tá aí e parece que ele vai acabar ficando meio estranho mesmo. Mas isso não é novidade não. O histórico de filmes bizarros baseados em bons jogos é grande e nem o grande rival do Ouriço Azul fugiu disso. Sim amigos, o Mario também já esteve no cinema. E foi uma coisa bem complicada também.

Super Mario Bros conta a história dos irmãos Mario Mario e Luigi Mario (sim) e suas aventuras para resgatar a princesa Daisy das garras do Rei Koopa, uma espécie de gangster meio-dinossauro que deseja dominar o mundo.

No filme, o Rei Koopa vem de um povo descendente de dinossauros que vive em uma realidade subterrânea alternativa. O plano do vilão é encontrar uma forma de mesclar as duas realidades para dominar o mundo. Ou algo assim. Nesse mundo alternativo, os dinossauros não foram extintos e evoluíram até um estado meio parecido com o nosso.

De uma forma absolutamente aleatória, Super Mario Bros pegou um jogo fofo sobre pular e esmagar tartarugas e transformou sua história em uma aventura de futuro distópico e ficção científica. Os irmãos Mario são mais humanos e com dilemas mais reais, enquanto os monstros do jogo ganharam um visual terrivelmente maravilhoso no filme. Por serem descendentes de dinossauros, os personagens são humanoides estranhos com traços reptilianos. O universo inteiro do filme é baseado no jogo, mas ao mesmo tempo desconstrói TUDO e apresenta algo desfigurado (não necessariamente negativo) e sujo. Meio Caça-Fantasmas, meio Beetlejuice. Sei lá. Sério, vocês tem que ver o Yoshi.

Super Mario Bros foi lançado 1993 com Bob Hoskins como Mario e John Leguizamo como Luigi. Olhando a proposta por cima, é até interessante. Uma desconstrução total do universo, apresentado por uma releitura bem louca e cheia de elementos inovadores. Mas não rola. Se o filme não tivesse Mario no nome, talvez tivesse sido diferente. Mas baseado no game clássico, fica bem difícil de defender.

O filme é estranho? SIM. Ruim? Não necessariamente.