Nenhuma boa ação fica impune. Não existe boa intenção que te proteja do fracasso. E continuar tentando sem se corromper é o que diferencia os heróis das pessoas normais. Em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, o novo Peter Parker finalmente entendeu que seu dom carrega a tragédia como brinde.

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa é um filme sobre redenção. Tanto dos personagens principais, quanto do público que ainda não tinha sido convencido por Tom Holland no cinema. O filme carrega um peso emocional bem interessante e mostra a importância da convicção na luta de cada dia. O Peter de Tom Holland apanha de todos os lados, em todos os sentidos, e finalmente aprende que está na hora de ele amadurecer e abandonar os privilégios que os dois primeiros filmes trouxeram para ele.

Os primeiros filmes do Aranha dentro do MCU não trouxeram exatamente o que o público queria do herói. As responsabilidades, dificuldades e discussões que Peter Parker já trouxe ao público antes ficaram ofuscadas nos filmes com Tom Holland. Numa tentativa de mostrar algo novo, a Disney e a Sony esqueceram dos principais pilares, já considerados clichês por muita gente.

O que a gente não sabia é que o que nos faltava eram exatamente os clichês. E foram eles que trouxeram de volta tudo que todo mundo esperava de Tom Holland.

Todos os privilégios do Peter Parker de Tom Holland deixaram seu amadurecimento como Homem-Aranha ainda mais pesado e dolorido. Da forma mais emocionante possível, a Marvel apelou dos fan services para mostrar ao novo Peter que, aconteça o que acontecer ele luta sozinho, pelos pequenos.

Na busca pela redenção de vilões, Peter se construiu de forma desgraçada e ingrata que o jogou no buraco de onde todo Homem-Aranha deve sair.

Já seguiu o Guia Etuíno de Entretenimento no Instagram? Então é só clicar aqui ou procurar @guia_etuino! Com isso você tem um contato ainda mais próximo com quem escreve por aqui.