Uma tradução de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi lançada nos Estados Unidos no dia 02 de junho e os livros se esgotaram em UM DIA. Essa informação foi bem celebrada durante a semana e nós não poderíamos deixar de falar sobre isso por aqui também.

A tradução do livro do século 19 ficou esgotada em pouco tempo na Amazon e na livraria Barnes & Noble e isso tornou Memórias Póstumas de Brás Cubas a obra de literatura latino-americana mais vendida no momento. Machado de Assis é muito elogiado e recomendado por especialistas fora do Brasil.

No Brasil, ouvimos bastante da gurizada mais nova que nossa literatura é chata e antiquada e várias vezes Machado de Assis se encaixa nesse papo delas. Porém, podemos dizer que o primeiro contato com as obras pode ser um dos culpados disso, visto que não é uma leitura que se encaixe muito com o que adolescentes e crianças buscam consumir.  Ser leitura obrigatória nas escolas não vem sendo uma abordagem muito bem aceita, ao que parece.

Machado de Assis e o racismo

Tudo isso se tornou ainda maior com todos os movimentos de protesto ao redor do mundo. Ainda tem gente que não sabe, mas Machado de Assis foi totalmente embranquecido em seus registros históricos, o que fez uma galera não saber que ele era um escritor negro. A foto que usamos na capa é de um projeto da faculdade Zumbi dos Palmares com a agência Grey, onde imagens mais reais do autor foram disponibilizadas.

Vivemos um momento histórico no mundo por conta das lutas contra o racismo e nada mais justo do que lembrar do grande escritor de nossa terra. Ainda mais lembrando que sua história foi quase modificada pelos registros escondendo sua cor, para se adequar a história que queriam que nós aceitássemos como certa.  

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