Aqui vai um fato sobre mim: eu amo livros no gênero jovens adultos. Me apresente qualquer livro da Meg Cabot, John Green ou parecidos que é quase certo que irei me apaixonar. O segredo é: são livros fáceis, rápidos de ler, com histórias não muito mirabolantes e um pouco previsíveis, acrescente então um romance jovem e está completo.

O Despertar do Príncipe não é diferente, primeiro volume da série Deuses do Egito da americana Colleen Houck. Sempre estive mais habituada com os Deuses Gregos, presentes nas histórias como Percy Jackson e Hércules, então a abordagem egípcia foi algo novo que me chamou atenção.

Conhecemos a jornada de Lilliana Young, uma jovem Nova-iorquina de classe alta que é totalmente submissa às vontades dos pais e que sente alheia aos acontecimentos, que não se encaixa. E por isso sempre se comporta perfeitamente para não desagradar os pais.

A aventura se inicia quando Lilliana encontra uma múmia recém acordada no museu, que, na verdade, não é uma múmia, e sim o príncipe egípcio Amon, adormecido por mil anos. Por não achar seus jarros da morte (vasos canópicos), ele ligou seu ka ao de Lilly, para compartilhar sua força vital.

Com isso, Lilly não encontra outra alternativa a não ser ajudar Amon a encontrar seus dois irmãos Asten e Ahmose, para que eles possam performar o ritual que fará com que Seth, o Deus do Caos, seja aprisionado por mais mil anos.

No decorrer da história conhecemos uma Lilliana totalmente diferente, quando está com Amon, ela é apenas Lilly, longe de suas obrigações. E enquanto ela apresenta um mundo completamente novo e tecnológico ao príncipe, o mesmo lhe apresenta sua história de milhares de anos atrás, de Deuses, reis e sacrifícios.

Apesar de adorar um romance clichê, o jeito que a autora abordou a paixão repentina dos personagens não foi o que mais me agradou, em momentos onde podíamos explorar muito mais do poder de um semi-deus abençoado com os poderes de Horus e Amon-Rá, lemos o quanto Lilly estava apaixonada e como não era de seu feitio fazer coisas como comprar uma passagem no meio do ano escolar para o Cairo.

De qualquer forma, a história é interessante, a leitura é fácil e cheia de momentos que dão aquele quentinho bom no coração. Uma ótima pedida para quem quer esquecer um pouco dos problemas da vida e sonhar com um príncipe mágico de milhares de anos.