Os Últimos Czares é uma série documental disponível na Netflix que mostra uma outra perspectiva da revolução popular na Rússia no começo do século 20. A produção mostra a resistência de Nicolau II as mudanças da época.

Desde a morte de Anastasia Romanov em 1918, há rumores de que a menina e seu irmão mais novo haviam sobrevivido. Tais rumores resultaram em diversas obras ao longo dos anos. Uma das mais famosas, o musical animado Anastasia, de 1997, que é, particularmente, meu filme de princesa favorito. E recentemente, virou musical da Broadway, com detalhes um pouco mais realistas e próximos a história verdadeira.

A obra mais recente é uma série documental chamada Os Últimos Czares. Introduzindo o mesmo rumor, uma mulher que alega ser Anastasia e assim desencadeia a história verdadeira da família imperial russa. Que, ao contrário do desenho, não tem um final feliz. A narrativa é muito mais sombria do que a que conhecemos na animação. Fala-se de política, guerras, conspirações e revolução. Ainda que tenha começado com Anastasia, a mesma quase não é tem importância na história.

Alexei, o herdeiro do trono, seria muito mais relevante e possivelmente o início do fim dos Romanov.

Vemos que ao invés de uma maldição, a queda dos Romanov se deu por culpa do czar, fraco líder e facilmente manipulável. Desde sua ascensão ao trono, nada parecia dar certo. Até mesmo o fato de ter tido quatro filhas, até produzir um herdeiro. E o mesmo ainda nasceu com uma doença terrível para a época, levando Rasputin, conhecido como “o monge louco”, a se infiltrar na família, por conta de seus poderes “sobrenaturais” de cura. E assim, fazer do czar Nicolau e da czarina Alexandra praticamente suas marionetes.

Tenho que admitir que possuo um fascínio, que não consigo entender, pelas histórias de reinados e dinastias e a do czar e sua família não foi diferente. Os seis episódios de Os Últimos Czares são quase uma aula, de tão ricos e cheios de informação.

Uma mistura de ficção e documentário que nos primeiros minutos já prende a atenção de quem assiste (pelo menos a minha). A história caminha entre a depoimentos de historiadores e as encenações, contendo também fotos, filmagens e manchetes da época. Usando detalhes como a revolução russa, uma menina sem memória e um conselheiro imperial sombrio, conseguimos ver como a Fox trabalhou os rumores em seu favor. E transformou algo terrível em conto de fadas.

“Quer saber, há rumores em São Petersburgo! Quer saber o que dizem por aí? Que o czar não sobreviveu, mas sua filha não morreu. Princesa Anastasia. Morreu ou não? Quem sabe!” – Anastasia, 1997.

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